• Bruna Lima

PF prende 49 pessoas por pornografia infantil e pedofilia em Operação Luz da Infância

Ação contou com a participação de policiais civis de dez estados e em outros quatro países


Imagem: Agência Brasil


A Polícia Federal deflagrou hoje (06) a Operação Luz da Infância, com o objetivo de identificar os autores, punir e coibir crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.


Ao todo, já foram cumpridos 137 mandados de busca e apreensão em dez estados: Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Até agora, 49 pessoas foram presas, sendo 29 só em terras paulistas, onde um dos detidos mantinha um estúdio para produção de material pornográfico infantil.


Foram apreendidos R$ 160 mil em espécie no município de Unaí (MG), armas de fogo, veículos e motos de luxo. Um imóvel que, segundo investigadores, está avaliado em R$ 300 mil, foi sequestrado.


Além dos estados brasileiros, a operação contou com frentes de investigação em outros três países: Argentina (províncias de Santa Fé, Entre Rios, La Pampa, Formosa, Mendoza e Missiones), Paraguai (Cidad del Este e Assunción) e Estados Unidos ( Knoxville, Nashville, Dallas, Raleigh e Pittsburgh).


A representante do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, Annie Barreto, disse que o isolamento social decorrente da pandemia fez as pessoas ficarem mais em casa, o que ampliou o uso da internet não só por adultos, mas também por crianças e adolescentes. Sem a supervisão dos pais ou responsáveis, a chance de que os mais jovens se tornem vítimas de pornografia infantil e pedofilia cresce.


“Em tempos de pandemia, as crianças ficam mais tempos conectadas, motivo pelo qual os pais têm de ficar mais vigilantes”, disse ela ao sugerir o uso de controles parentais. A criança raramente conta para os pais sobre os abusos porque, para ela, é até difícil entender o que é abuso. O abusador faz a criança achar que ela está errada. Por vezes até a ameaça. Isso é notado principalmente nos casos em que ele [o abusador] é próximo da família”, disse Annie durante coletiva sobre balanço da operação.


Segundo a policial, desde 2017, 700 pessoas já foram identificadas e presas durante operações policiais por crimes como esse. O Código Penal Brasileiro prevê de um a quatro anos de prisão para quem armazena materiais pornográficos de menores. Aos que o compartilham, a pena varia de três a seis anos. Já para a produção desse tipo de conteúdo, a pena sobe para até oito anos de prisão.


Com informações da Agência Brasil

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