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  • Amandaverso

Polônia: Arcebispo rejeita proposta do presidente de aprovar o aborto por "defeito incurável".

O presidente da Conferência Episcopal Polonesa, Dom Stanislaw Gadecki, rejeitou a proposta do Presidente Andrzej Duda de apresentar um projeto de lei para permitir o aborto quando o feto tenha um defeito incurável; dias depois de o Tribunal Constitucional ter declarado esta causa inconstitucional. Segundo o Arcebispo, os católicos deveriam se opor a uma mudança na lei que permita o aborto em casos de anomalias fetais fatais, ainda advertiu que a proposta de lei delineada pelo presidente do país equivaleria a uma "nova forma de eutanásia". Em 30 de outubro, o presidente Duda disse que iria propor um projeto de lei que permitisse o aborto quando houvesse "alta probabilidade de que a criança nasça morta ou tenha uma doença ou defeito incurável que conduza à morte da criança de maneira inevitável e direta". Atualmente a Polônia enfrenta protestos financiados por ONGs abortistas internacionais que começaram após o Tribunal Constitucional declarar uma lei, que permitiria o aborto por anomalias fetais, inconstitucional. A decisão, que não pode ser apelada, abriu caminho para que os legisladores emendassem a lei do aborto de 1993 e proibissem o aborto eugênico. "A proposta presidencial seria uma nova forma de eutanásia que seleciona as pessoas de acordo com a possibilidade de sobrevivência. Desta vez, os abortos eugênicos serão incluídos pela nova regra, com a possível exceção de criança com síndrome de Down, e tudo ficará no mesmo ponto", assinalou Dom Stanislaw Gadecki. Aproximadamente mil abortos por ano são realizados legalmente no país, a grande maioria deles sobre a base de anomalias fetais. A inconstitucionalidade no aborto em casos de anomalias fetais foi decidida pelo Tribunal Constitucional, depois que um grupo de 119 deputados pertencentes ao Partido Lei e Justiça (PiS) e dois partido menores solicitaram a revisão da lei de 1993 que trata desses casos. Durante os protestos ocorridos após a decisão do tribunal, os manifestantes atacaram igrejas, interromperam as Missas dominicais e fizeram pichações a favor do aborto em propriedades da igreja.

Segundo Based Poland, no dia 30 de outubro cerca de 100.000 militantes de ONGs globalistas chegaram em Varsovia para depredar igrejas da capital. Católicos fiéis e torcedores de futebol, os "hooligans", se colocaram na frente dos prédios para protegê-las.





As imagens rapidamente circularam as redes sociais. Em uma delas, postada pelo Visegrad.24, mostra milhares de militantes contra pouco mais de 20 que protegiam a Igreja de St Alexander, na capital do país. Uma linha policial separava os dois grupos.





"Estamos defendendo igrejas de profanações. Estamos na defensiva. Temos nossos Rosários em nossas mãos e spray de pimenta. Existem coisas que temos permissão legal para nos defender." Diz Robert Bakiewicz, um dos líderes nacionalistas que organiza vigílias fora das igrejas.





O Arcebispo rejeitou as afirmações dos manifestantes de que a Igreja estava muito alinhada com o partido no poder. “A Igreja na Polônia não está do lado direito ou esquerdo, nem mesmo do lado do centro, mas do lado do Evangelho”, expressou. Do mesmo modo, afirmou que os protestos revelaram "até que ponto a secularização e a degradação de nossa cultura chegaram".

“Os padrões ocidentais foram amplamente transferidos para nossa terra. O modelo de viver segundo os princípios do consumismo sem sofrimento e sem preocupações tornou-se o desejo de muitos”, destacou.

O Arcebispo fez um chamado à oração e ao jejum em resposta aos incidentes. Ele também destacou a importância do diálogo.

Dom Gądecki disse que as famílias com crianças deficientes vão precisar de mais apoio depois da decisão. “Embora aprecio o passo do Tribunal Constitucional, estou convencido de que a modificação da lei não é um ato suficiente”, comentou.

“Em tais situações, como sociedade, temos o dever de apoiar e ajudar adequadamente as mães e seus entes queridos. As mulheres que, a partir de um diagnóstico médico, descobrem que seu filho pode estar doente ou incapacitado antes do nascimento, assim como seus pais e familiares, precisam de ajuda profissional multifacetada”, indicou. O Prelado afirmou que “também é necessário aumentar significativamente o apoio financeiro para eles, proporcionar-lhes cuidados médicos e psicológicos constantes, bem como criar” um sistema que permita o descanso dos pais que cuidam dos filhos deficientes. “Toda a sociedade deve ser solidária com eles e estar disposta a dar-lhes toda a ajuda possível”, expressou.

*Com informações de Based Poland, Visegrad.24, ACI Prensa e ACI Digital.