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  • Toon Felícia

Precisamos de mulheres que sejam “Novas Marias” – parte 3




Pornografia em filmes e séries


Vemos com muita frequência que séries e filmes têm cada vez mais feito parte da sociedade como um todo. Aposto que você tem a sua série favorita para maratonar. Mas, e se eu te contasse que algumas séries poderiam facilmente ser consideradas um verdadeiro filme pornográfico?


A série "Game of Thrones" é um exemplo disso.


O que a diferencia de um filme pornô é nada mais, nada menos, que uma pitada de enredo a mais, apesar de essa diferença ser refutada facilmente pela indústria pornográfica.


Aqui não farei um discurso moralista, porém, preciso deixar claro para você uma coisa: o que move as pessoas produzirem séries como a referida acima é apenas o seu rico dinheiro.


Para quem acompanhou ou acompanha a série, vai se lembrar da polêmica noticiada em 2015 acerca de uma cena de estupro que gerou comoção da imprensa na época.


Ao pensar nisso, vale a reflexão: se por acaso uma das cenas que tenham conteúdo dessa natureza fosse colocada na internet, separada do enredo, e seu filho, algum adolescente próximo ou ainda uma criança a assistisse, eles estariam consumindo pornografia? A resposta é: sim.


Agora, cutucando ainda mais, qual a diferença de se comentar essa série nas suas redes sociais e comentar sobre o conteúdo pornográfico que se é consumido às escondidas? A realidade é somente uma: as pessoas adoram pornografia, mas não querem assumir.


O pensamento de muitos é de que é melhor consumir uma série que tem uma cena mais picante aqui ou ali e passar despercebido aos olhos de muitos, do que simplesmente acessar conteúdos assumidamente pornográficos.


Ao mesmo tempo em que é triste, é irônico o fato de as atrizes se prestarem a cenas desse tipo, mas sentirem nojo, por exemplo, de filmes essencialmente pornôs.


Isso se dá graças a nossa cultura estar cada vez mais sexualizada, a ponto de se tornar “senso comum” a banalização de cenas assim em filmes e séries.


Em uma entrevista, uma das protagonistas da série relatou que “queria ser conhecida pela sua atuação e não pelo seu corpo”. Porém, essa mesma atriz alcançou a fama que alcançou aparecendo seminua na série. Incoerente não?


Reitero que, quando a pornografia entra em cena, a perda da dignidade da pessoa é inevitável. E quem diz consumir esse tipo de conteúdo “filtrando- o”, é tão incoerente quanto à fala da atriz.


Quando a pornografia toma conta, tudo não passa de pedaços de carne para a degustação. E o consumo de séries como essa tende a escancarar o quão enraizado está na nossa sociedade a depravação e a banalização de algo que deveria ser de união e procriação dentro do matrimônio: a relação sexual.


Ou você consome esse tipo de “cultura”, ou você trata as pessoas dignamente, as duas coisas não dão.


Além de a indústria cinematográfica apelar para esse tipo de depravação, é comum também na dita “TV aberta” encontrarmos conteúdo dessa natureza.


Os conteúdos quase explícitos que, no passado, as emissoras televisivas deixavam para exibir na madrugada são, atualmente, exibidos em novelinhas juvenis que tratam desse assunto com uma naturalidade que eu diria que é diabólica.


Como relatei anteriormente, hoje somos bombardeados por inúmeras informações. Logo, quando uma pessoa cresce em um ambiente onde se recebe abertamente esse tipo de conteúdo, as consequências são as mais perversas possíveis.



Pornografia em joguinhos de celular



— “Mas, Tuanni, os joguinhos de celular não têm nada disso. Deixa de ser cricri!”


Deixa-me te fazer uma pergunta simples: você quer apostar quanto comigo que há, sim, conteúdo pornográfico nesses aplicativos?


Vou colocar aqui apenas um, mas que sempre aparece em anúncios de “joguinhos inocentes”: o app “Chapters”.


Esse “jogo” consiste em você se tornar o protagonista da história, na qual as suas decisões serão cruciais para o destino da sua personagem. Como na vida real, você trabalha, estuda, dentre outras coisas. Porém, tudo se encaminha para que você desenvolva um relacionamento amoroso, seja ele homo ou heterossexual.


Mas não fica só nisso. O jogo te gratifica quando você opta por coisas mais “picantes” e, dependendo do gênero que é a sua história, você tem contato direto com a pornografia e o “endeusamento” da masturbação como algo natural e super saudável.


Quanto aos gêneros das histórias, vão de romances de colegial até histórias que deixariam qualquer revista pornográfica no chinelo.


— “Ah, mas só acessa quem quer esse tipo de jogo”.


É aí que você se engana caro leitor: já na propaganda do jogo, que é veiculada em outros aplicativos, a pessoa é guiada pela curiosidade. Ser curioso é algo natural a todo ser humano e, de certa forma, está ainda mais presente no público feminino, uma vez que são histórias que envolvem todo um contexto “afetivo”.


O aplicativo traz desde um rapaz de boa aparência e gentil que se mostra apaixonado pela personagem, até um troglodita que é um verdadeiro animal e trata a personagem como sua marionete sexual. Além disso, cenas de sexo explícito são narradas com detalhes, muitos detalhes.


Como eu disse, esse não é o único aplicativo e, como esse, tem muitos outros que seguem a mesma linha. Isso tudo gera consequências desastrosas, a pior delas é a condenação eterna.


Tendo em vista tudo o que aqui descrevi, fica o alerta principalmente aos pais. Pois num anúncio bobo de um joguinho infantil, pode ser despertada a curiosidade dos pequenos. Quando menos se percebe, estão inundados por essa lama.



Pornografia na música



É claro que, se tratando de cultura, eu não poderia deixar de mencionar aqui o mundo musical.


Ao contrário do que muitos pensam, não é só o funk responsável pela degradação moral e destruição da imagem feminina dentro da sociedade.


O chamado “sertanejo universitário”, a atual MPB, e muitos outros também contribuem, e muito, para que se forme no imaginário da população uma imagem de verdadeira “escrava sexual” da mulher.


Hoje, para obter reconhecimento nesse meio e dentro de grandes gravadoras, os cantores precisam obrigatoriamente serem promíscuos em suas letras e relatar a relação sexual nas entrelinhas. Se for mulher, é provável que apareça com microssaia e roupa colada.


Já se foi o tempo em que os compositores usavam de elementos literários nas suas composições, ou até mesmo escreviam de forma jocosa ou carinhosa para a pessoa amada.


Agora o que vale é você escrever pvtaria escrachada, falar que você quer pegar todas na balada, tomar cachaça até dizer chega ou entrar em coma alcoólico e “ficar” com seus ou suas fãs. Além de claro, ostentar luxo, riqueza e tutti quanti, deixando uma mensagem de que você só é feliz se você tiver muitas coisas, e não sendo uma boa pessoa.


Formar família é algo retrógrado e é escancarado em cada verso composto por esses ditos artistas, salvo algumas raríssimas exceções.


Aqui, chego ao fim dessa parte do artigo. Estamos nos encaminhando ao foco dele, como explicitado no título. Mas preciso deixar claro (se ainda não ficou) que todo esse contexto é necessário para que você entenda exatamente como está acontecendo a destruição da nossa sociedade.


Se você ainda não leu as partes anteriores, leia, pois muitas das informações contidas nelas serão retomadas no próximo artigo.


Por fim, agradeço as mensagens que tenho recebido de muitos de vocês. Escrever sobre o tema é pesado, mas o que me motiva é o apoio e o carinho que tenho recebido.


Obrigada a cada um.


Deus te abençoe!