• Tuka

Precisamos de mulheres que sejam “Novas Marias” – parte 4


Créditos: Shutterstock



A pornografia no âmbito feminino


Em pesquisa recente, foi verificado que uma em cada quatro pessoas que consomem conteúdo pornográfico no Brasil são mulheres e, devido a “Pandemia”, esse número tem crescido vertiginosamente.


O Brasil só fica atrás das Filipinas com cerca de 39% de proporção de acessos no Pornhub, número que, para a grande maioria da mídia mainstream, “poderia ser maior” (mais na frente você entenderá o porquê).


Dentre a faixa etária que consome esse tipo de conteúdo estão adolescentes, jovens, solteiras ou casadas.


— “Tuanni, mulheres casadas? Mas o que as levam a isso?”


Bem, antes de qualquer coisa, precisamos deixar algo claro: durante muito tempo foi pregado pelas ondas feministas que a mulher era dona de si mesma e que ela só seria feliz se fosse totalmente independente dos homens.


Com isso em mente, um dos principais motivos que levam ou podem levar a mulher para o consumo desse tipo de material é a sua “carência”.


Quando meninas, nós, mulheres, sempre que estimuladas, buscamos imitar as nossas referencias femininas, sejam elas as mães, avós, irmãs mais velhas, primas, tias etc.


Vemos as mulheres nas tarefas de casa e logo já temos uma coleção de bonecas para “cuidar”, brincamos de escolinha, comidinha, de mamãe e filhinha, sempre nos projetando para algo que queremos ser quando adultas.


Porém, nem sempre temos bons exemplos na infância e tão logo presenciamos a separação dos pais (meu caso), agressão, violência sexual ou verbal, e outros eventos traumáticos, que comprometem e muito o desenvolvimento da memória afetiva da menina.


Já está provado por muitos que, quando uma menina tem uma referência masculina destruída, ela tende a se relacionar, quando adulta, com cafajestes da pior espécie, replicando o exemplo de sua mãe.


Ou ainda, quando não tem uma referência feminina bem fundamentada, a menina tende a desenvolver traços mais “masculinizados”, e passa a tratar a todos como meros objetos, isso sem contar quando ela acaba descobrindo as “revistinhas” do seu pai.


Esses são apenas exemplos de carência, para que você, caro leitor (a), tenha consciência de que a mulher é por essência um ser mais emocional que racional, mesmo que muitas ignorem isso fugindo da sua natureza.


São naturais da mulher o desejo de cuidar, de amar e ser amada, de ser cortejada, de ser conquistada dia após dia.


Quando olhamos os antigos contos infantis, temos de maneira clara a essência feminina, que deseja encontrar alguém que a cuide, que a ame, que entregue sua vida por ela assim como nos ensina São Paulo em sua carta aos Efésios:


“E vós, maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Efésios 5:25).

Quando a mulher se casa, casa-se com aquele que ela julga ser o seu “nobre cavalheiro”, aquele homem que será capaz de amar verdadeiramente a ela mesma e a seus filhos. Porém não é isso que acontece.


Os relacionamentos hoje são pautados apenas nas relações sexuais fora do casamento, numa vida promíscua, na qual o diálogo é deixado de lado.


Homens e mulheres chegam perante o altar — quando não, apenas se juntam — muitas vezes sem ao menos conhecer o seu cônjuge, pois o tempo que poderiam estar conversando e se conhecendo, estão em uma cama.


Ao tomar isso como ponto de partida e sabendo que a mulher tem uma necessidade natural para o diálogo, quando se sente “ignorada”, ela vai buscar refúgio em histórias que são sentimentalistas e que, na grande maioria das vezes, retratem os homens sendo humilhados, seja por suas parceiras, seja por seus parceiros.


Sabendo disso, a indústria pornográfica se aproveita e monta histórias com esse enredo, nas quais a mulher tende a naturalizar as relações homo afetivas, uma vez que nelas sempre uma das partes é humilhada, mesmo que discretamente.


Repararem — e mulheres que estão lendo podem confirmar nos comentários: quando temos um amigo “afeminado”, tendemos a ser mais abertas a confidenciar a ele as nossas carências e maiores anseios, papel esse que DEVERIA SER EXERCIDO PELO SEU NAMORADO, MARIDO OU ATÉ MESMO PAI.


Isso se dá porque nos sentimos acolhidas por ele. Porém acabamos nos tornando presas fáceis para sermos engolidas, depois, pela pornografia.


Digo isso, pois tem determinados assuntos que nós, mulheres, nos sentimos mais à vontade para conversarmos com os homens do que com outras mulheres por uma simples razão: a mulher é invejosa por natureza.


Se quisermos encantar algum rapaz do nosso interesse, vamos perguntar para algum amigo dele o tipo de garota pela qual o “príncipe” costuma se interessar, para só então deixarmos “sinais de interesse” para aquele que queremos que nos conquiste (se você que está solteira não conversa, está perdendo tempo!).


Ao longo dos anos, esse tipo de indústria se aproveita dessa situação de fragilidade para, assim, infiltrar seus tentáculos das formas mais diversas possíveis. Um exemplo disso são os filmes pornográficos feministas, que são a nova “febre” durante esse período de pandemia.


Em uma pesquisa rápida, você verá a quantidade de artigos da grande mídia exaltando o chamado “empoderamento” da mulher, endeusando a siririca, colocando-a como a melhor amiga das mulheres e os supostos “n” benefícios que isso traz à saúde da mulher.


— “Ok, Tuanni, eu entendi o que você quis dizer. Mas é culpa apenas dos homens esse desejo pelo consumo de pornografia envolvendo mulheres?”


Claro que não.


Como vimos, seja na cultura, seja nos relacionamentos, as mulheres são conduzidas a pensar que elas se satisfazem por si mesmas, que elas se “guardarem para a pessoa certa” está fora de moda e é um tanto estranho você se portar assim. Afinal, todas as suas amigas não são mais “virgenzinhas”, não é mesmo? Por que você ficará pra trás delas?


O comportamento baseado na luxúria está cada vez mais enraizado e perpassa gerações a fio a ponto de, hoje em dia, as mulheres terem que se sujeitar a se portarem como prostitutas e aceitarem ser chamadas de “vadia” em algumas músicas sem esboçarem nenhuma reação contra essas pessoas, tudo em busca de aceitação.


Finalizo aqui todo o problema que tentei expor de modo a explicitar como a pornografia tem destruído as famílias, mas principalmente a essência feminina.


No próximo artigo, o último da série, trataremos mais a fundo de uma possível e eficaz saída para reconstruirmos essa mesma essência e, dessa forma, cuidar daquelas que são as maiores responsáveis por cuidarem das futuras gerações.


Se você, mulher, se identificou com algumas das situações aqui elencadas, saiba que você não está sozinha e que estou junto contigo, reconstruindo a minha imagem para me tornar dia após dia uma mulher mais virtuosa e mais disposta a cumprir a vontade de Deus.


Deixarei, abaixo, as referências utilizadas para a construção dos artigos até aqui.


Deus te abençoe!


Links de referência


https://pt.aleteia.org/2020/06/08/psicologo-alerta-aumento-de-consumo-de-pornografia-causa-danos-a-sexualidade/


https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/afetividade-feminina/pornografia-feminina-quando-o-conjuge-se-torna-desinteressante/


https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/afetividade-feminina/pornografia-feminina-mulher-quer-se-igualar-ao-homem/


https://padrepauloricardo.org/blog/pornografia-um-problema-de-saude-publica


https://padrepauloricardo.org/blog/a-pornografia-e-a-teoria-o-estupro-e-a-pratica


https://padrepauloricardo.org/blog/a-pornografia-na-vida-de-um-serial-killer


https://www.mdpi.com/1660-4601/16/10/1861/htm


https://padrepauloricardo.org/blog/o-que-game-of-thrones-tem-a-ver-com-pornografia