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Progressistas e a Campanha de Alckmin


Ciro Nogueira e ex-governador Geraldo Alckmin (Foto: Reprodução)


Falamos do Progressistas, partido da Ministra Damares Alves e do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, e de se sua relação com o Foro de SP. (veja aqui: https://www.shockwavenews.com.br/post/progressistas-e-o-foro-de-sp).

Essa relação é pública e inquestionável.

Foram exatamente 13 anos de parceria com o petismo e o lulismo, em uma fiel e devotada colaboração com os esquemas do Foro de SP.

Com a derrocada do segundo governo Dilma e o fim do esquema que financiava o apoio do Progressistas ao PT, os Progressistas votaram em massa favoravelmente ao impeachment de Dilma - já estavam embarcados com Temer na base de apoio do governo de transição.

Assim, depois de colaborar 8 anos com FHC e 13 com o PT, empenhou-se no mandato tampão de Temer.

Com a eleição de Bolsonaro, o PP ficou parcialmente fora do Poder. Contou com a Ministra Damares Alves como sua única representante na esplanada dos Ministérios.

Isso foi resultado direto do projeto eleitoral que encantou o PP: trata-se de Geraldo Alckmin.

O PP (Progressistas) fez parte da campanha derrotada de Geraldo Alckmin em uma aposta política absurda e que demonstra total desconhecimento de cálculo político. O PP esteve tão envolvido na campanha de Alckmin que a sua vice, a ex-Senadora Ana Amélia, é do PP/Progressistas e amargou talvez a sua maior e mais vergonhosa campanha política depois da tentativa de Maluf contra Tancredo no Colégio Eleitoral em 1984.

Logo, se Alckmin tivesse vencido as eleições, o PP seria governo e estaria inclusive presidindo o país durante as eventuais ausências de Alckmin.

Com a fragorosa derrota de Alckmin, 2019 foi ano de "compasso de espera" para o PP. Em 2020, o PP/Progressistas põe à lume seu projeto de retorno ao poder e, ao que tudo indica, em 2021 o "partido da boa política" estará de volta, plenamente, ao poder e à Esplanada dos Ministérios, muito além de Damares Alves.