• Evandro Pontes

Progressistas e o Foro de SP


O "Progressistas", outrora PP, que se autointitulava "o partido da boa política", embora não tenha sido membro efetivo do Foro de SP, foi sem dúvida um dos mais importantes agentes do projeto de alimentação financeira da esquerda no mundo.


O Foro de SP nasce de uma iniciativa travada entre Lula e Fidel Castro. Seu propósito era tomar o poder na América Latina por meio do voto (honestamente ou não) e montar um esquema que perpetuaria a esquerda no poder, avançando assim a agenda progressista por todo o continente.


Lula sabia que sem os fisiológicos, o centrão e os neocons, jamais conseguiria essa perpetuação.


Para sair candidato em 2002, selou uma aliança política emulada da parceria FHC/ACM (que criou o eixo PSDB-PFL, hoje PSDB-DEM), aproximando o seu PT de dois partidos do Centrão: o PL (de José Alencar) e o PP (a época liderado por Pedro Correa e José Janene).


Da aliança entre PT e PL+PP nascia o Mensalão.


Lula concorreu em 2002 trazendo ainda para o seu núcleo o PTB de Roberto Jefferson (que integrou o Mensalão também), bem como o PMN (de Celso Brandt) e parte do PMDB ligado a José Sarney, irritado com o naufrágio provocado pelo PSDB em face da candidatura de sua filha, Roseana Sarney.


O núcleo partidário que elegeu Lula em 2002 contava, portanto, além do PT, com o PCdoB, PCB, PTB e o PMN (à esquerda, já que PSOL, Rede e outros partidos de esquerda não existiam e PCO e PSTU sempre embarcam no lulismo em segundo turno) e com o PL (que emprestou Alencar para ser vice de Lula) e PP. Lembre-se que o PDT e o PPS preferiram lançar Garotinho, à época, que em segundo turno se juntou a Lula e durante o governo vieram também a integrar a frente da base parlamentar governista ao lado dos amigos do PT.


Logo: sem PP não haveria governo Lula e, portanto, sem PP não haveria Mensalão e, assim, sem o PP não teria havido o esquema que tornou o Foro de SP a maior potência eleitoral da América Latina nos anos 2000 e 2010.


Uma vez dentro do governo Lula, os líderes do PP (Pedro Correa, Pedro Henry, José Janene e João Cláudio Genú) selaram o acordo com Zé Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira para pavimentar os primeiros esquemas que deram origem ao Mensalão, a partir da expertise que já tinham com o chamado "Mensalão Mineiro".


Notem como o PP é parte central e fundamental do Mensalão, logo, do esquema que tornou o Foro de SP uma potência.


Como resultado da participação e liderança do PP no Mensalão e no financiamento do Foro de SP, o "partido da boa política" viabilizou a reforma da previdência em 2003 e a reforma tributária no mesmo ano.


Hoje o governo Bolsonaro, tendo já aprovado a reforma da previdência, volta ao mesmo filme de 2003 e fala em viabilizar (mais uma) reforma tributária com a ajuda do mesmo PP, que décadas atrás ajudou o PT e o Foro de SP em uma.... reforma tributária.


Esse mesmo partido, após o estouro do escândalo do Mensalão, voltou a delinquir de forma massiva no Petrolão.


Pegos na Operação Lavajato, que revelava um novo esquema para financiar o Foro de SP, o PP (Progressistas) é o único partido até agora que conta com políticos com mandato, condenados no esquema do Petrolão. Além disso, de seus 45 parlamentares, 32 estão sendo investigados por envolvimento no Petrolão.


O PP foi o primeiro partido da história do Brasil a sofrer uma ação civil pública por improbidade administrativa. Até 2017 as ações de improbidade administrativa sempre foram ajuizadas contra os políticos (pessoas físicas). O PP inaugurou a responsabilidade partidária e teve seus bens bloqueados, incluindo recursos em espécie na casa dos R$ 10 milhões. Já os políticos envolvidos também tiveram seus bens bloqueados e o tamanho da rapina, calcula-se, supera os R$ 470 milhões de reais.


Todo esse dinheiro, repita-se, foi parar no bolso dos políticos do PP como pagamento dos serviços prestados em auxiliar o esquema do PT junto ao Foro de SP, para que bilhões fossem remetidos a paraísos fiscais e ditaduras.


Vamos repetir exaustivamente: SEM PP não haveria sucesso financeiro do FORO DE SP.


O governo quer se unir ao PP (Progressistas).


Esse desejo, pois, sinaliza uma intenção de associar o bolsonarismo a um partido que foi fundamental na ajuda ao Foro de SP e aos desvios que enriqueceram não só a venezuelana Smartmatic e sua subsidiária Dominion, mas também encheram os bolsos da própria Venezuela de Chávez e de Maduro, bem como Cuba, Angola, Nicarágua, República Dominicana e outros países cujas eleições foram financiadas pelo esquema do Foro de SP.


Para uma campanha que prometia "abrir a caixa preta do BNDES" e "acabar com o Foro de SP", ve-la compactuar em governo com um dos maiores e mais fieis auxiliares do esquema financeiro que enriqueceu o próprio Foro de SP é uma traição que não será perdoada pelos seus eleitores em 2022.


É urgente que o governo de Jair Bolsonaro abandone essa estratégia suicida de aproximação com o principal aliado do esquema financeiro do Foro de SP.


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