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Promotor simpatizante da CUT persegue Olavo de Carvalho.

Promotoria do MP-SP apura internação de Olavo de Carvalho em hospital público.

Imagem: Reprodução

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar se houve algum tipo de irregularidade na internação do escritor e filósofo Olavo de Carvalho, de 74 anos, no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Em nota, o HC disse que “o Ministério Público solicitou informações sobre o paciente e que irá prestar todos os esclarecimentos que lhe cabem no prazo estipulado”.


“O ponto central deste procedimento, portanto, não é questionar, de forma alguma, o tratamento do paciente por meio do SUS. Busca-se investigar, somente, se efetivamente a situação clínica do paciente era adequada para que fosse atendido, na forma da urgência/emergência, no pronto-socorro do InCor e internado imediatamente naquele hospital”, diz o documento, assinado pelo promotor Arthur Pinto Filho.


Olavo de Carvalho foi internado no local, que integra a rede pública, após um mal-estar súbito em um voo entre os Estados Unidos e o Brasil no último dia 8, segundo boletim divulgado pelo hospital.


O promotor à frente do inquérito é Arthur Pinto Filho é promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo especializado em saúde pública. Faz parte do Fórum Nacional de Saúde e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela criação dos NATs – núcleos de médicos que auxiliam os juízes a tomarem decisões baseadas na opinião dos profissionais de Saúde em casos de judicialização.


Arthur Pinto Filho também instaurou o inquérito civil contra Jackson Vilar e demais organizadores da 'motociata' "Acelera para Cristo" em 14 de Junho. "Se, eventualmente, não foi efetivada ata da reunião, solicito os nomes e endereços daqueles que se apresentaram como organizadores do ato. Solicito, ademais, que encaminhe as gravações em vídeo e voz do ato final do evento, com as falas de todas as pessoas que estavam no palco armado no Ibirapuera. Prazo: 7 dias", segundo pedido do promotor.


Em entrevista para a CUT em 2009, o promotor público criticou duramente a lei que terceirizava todos os hospitais e laboratórios a entidades de direito privado no Estado de São Paulo. "Esse projeto encaminhado pelo governador José Serra (governador na época da entrevista), e que acabou de ser aprovado na Assembléia Legislativa, possibilita a entrega de todos os hospitais do Estado de São Paulo para as denominadas Organizações Sociais. E o mais terrível: possibilita que as tais OSs, nos hospitais públicos, atendam 25% de pacientes da rede privada ou dos planos de saúde. O projeto ofende a Constituição e é um grave retrocesso no sistema de saúde deste país", afirmou o promotor.