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  • Zero à Direita

Rodrigo Maia cria grupo pró-China para acompanhar implantação do 5G no Brasil


Presidente da Frente Brasil-China, deputado Fausto Pinato (PP-SP) está entre os deputados que compõe a equipe.


Rodrigo Maia (DEM-RJ) quer acompanhar de perto o processo para escolha e implementação da tecnologia 5G no Brasil. Com apoio do presidente da Frente Brasil-China, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), Maia montou um grupo composto por verdadeiros militantes do Partido Comunista Chinês, que será responsável por "fiscalizar as atitudes eventualmente arbitrárias por parte do governo", segundo palavras de Pinato.


O grupo será coordenado pela deputada comunista Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que também é líder do partido na Câmara. Compõe ainda os deputados Vitor Lippi (PSDB-SP), Luisa Canziani (PTB-PR), Helder Salomão (PT-ES), Fausto Pinato (PP-SP), Marcos Aurélio Sampaio (MDB-PI), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Dagoberto Nogueira (PDT-MS), Fernando Coelho Filho (DEM-PE) e Zé Vítor (PL-MG).


O grupo convidará empresas dos setores envolvidos para discussões "técnicas" sobre os planos de implementação. Rodrigo Maia chegou a argumentar, quando questionado, que a criação era "Legítima":


"têm impacto direto nos custos das empresas operadoras e que tais definições podem ainda interferir na concorrência, nos preços finais aos consumidores e até no processo de inclusão digital dos mais vulneráveis. Cabe ao grupo avaliar e acompanhar os impactos da implantação da tecnologia 5G no Brasil e propor medidas para o aperfeiçoamento da legislação relacionada aos serviços de telecomunicações."

É importante ressaltar que o processo para implantação da nova tecnologia de redes móveis será feito através de escolha das próprias empresas do setor de telecomunicações, por meio de licitações. Cabe ao executivo, que discutirá junto ao Ministério das Comunicações, o uso ou não de decretos que determinem o melhor andamento da implantação.


A polêmica que cerca a tecnologia 5G não afeta apenas o Brasil. A China vem adotando posturas extremamente ofensivas com relação à pressão que impõe aos seus parceiros comerciais, utilizando de ameaças claras para que estes adotem o uso da sua tecnologia 5G.


Em novembro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) declarou em sua conta no Twitter ser contra a implantação do 5G chinês e foi prontamente rechaçado por Maia e Pinato. A China, através do embaixador Yang Wanming, chegou a ameaçar o estado Brasileiro caso fosse instalada qualquer outra tecnologia que não a chinesa. Eduardo Bolsonaro apagou o tweet pouco tempo depois.


A Huawei, empresa com fortes ligações ao Partido Comunista Chinês, é a principal fornecedora de meios eletrônicos e sistemas de controle para uso da tecnologia. Ela é acusada ao redor do mundo de usar seus chips para praticar espionagem industrial e enviar dados privados de governos e empresas privadas diretamente para o PCCh. A vice-presidente da empresa, Meng Wanzhou, chegou a ser presa no Canadá, em 2018, acusada de fornecer dados sigilosos para a China e países aliados como Irã e Coreia do Norte.


O Brasil estuda retirar a proposta chinesa (juntamente com a Huawei) da mesa de negociações, como já foi feito por Austrália, Nova Zelândia, Japão, Taiwan e Reino Unido. França, Alemanha e Canadá podem fazer o mesmo em breve.


Apesar de a ala militar do governo ser favorável à participação da Huawei nas licitações, Bolsonaro já teria mostrado preferência pela proposta norte-americana, que está sob análise do Ministro Fabio Faria e outras pessoas próximas ao presidente. O primeiro leilão para a nova tecnologia deve acontecer no início de 2021.