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Subversão da juventude


Por Reodante Neto


Desde minha adolescência consumo conteúdo adulto, sim tenho um problema, lembro de ficar acordado aos sábados para ver os filmes da Band e no domingo comentar com outros colegas sobre as cenas que via, nós éramos jovens inocentes trilhando um caminho cruel e perverso.


Alguns anos mais tarde passei a acessar sites adultos, lembro que a maioria dos filmes retratavam casais de namorados, noivos ou casados em seus momentos íntimos, nos hentais estava em alta os tentáculos e demônios que eram invocados ou combatidos através de relações com humanos, algo que na minha inocência achava era só entretenimento. Com o tempo notei que começou a aparecer mais hentais de colegiais e o tema incesto ficou em alta, esse tema também cresceu nos filmes adultos mas sempre retratando como “meio-irmão”, “padrastro” ou “madrasta”.


Nos dias de hoje os temas abordados por esses filmes me preocupa, em sua maioria são voltados para a total destruição da família, imagine um adolescente lendo HQs eróticas e assistindo Hentais onde relações com a irmã é normal, que a mãe pode suprir todos os desejos que ele tenha, que um pai pode seduzir a filha? Infelizmente, a internet está lotada desse tema.


Outra categoria que, desde 2017, observo seu crescimento é o Cuckold, onde os maridos têm o fetiche de verem suas esposas se relacionando com outros homens enquanto elas os humilham, algo tão bestial que me dá medo de imaginar daqui a alguns anos, onde as pessoas poderão se casar apenas para realizar fetiches e não para constituir família.

A ideia de “liberar a esposa” é antiga, no livro Crime e Castigo de Dostoievski tem um personagem socialista chamado Andriéi Siemiônovitch que no capítulo 1 da quarta parte fala ‘Raios me partam, mas às vezes sonho que, se me dessem uma mulher, livra! se me casasse (dentro do amor livre ou legalmente, tanto faz), eu próprio levaria um amante a minha mulher, se ela não se decidisse a procurá-lo. "Minha amiga", havia de dizer-lhe eu, "eu te amo, mas, além disso, quero que tu me estimes... é assim mesmo." Está certo ou não está?’, agora com propaganda pornográfica massiva, com boates de swing e a facilidade de aplicativos de encontros, quantos Andriéi Siemiônovitch temos por aí?


Não recomendo que assistam conteúdos adultos, existe uma quantidade absurda de pessoas falando de todo mal que está por trás dessa indústria, mas alguém tem que ver a propaganda que está sendo veiculada e alertar os outros, por fim espero conseguir superar meu vício e agradeço a sua leitura.