• Evandro Pontes

Suprema Corte dos EUA abre prazo para Estados-réus



Ação movida pelo Estado do Texas contra o Estado da Pennsylvania, Georgia, Wisconsin e Michigan foi recebida ontem pela Suprema Corte dos EUA e registrada sob o docket number 22O155.


Na madrugada de ontem, a Suprema Corte abriu prazo para os quatro Estados-réus na ação movida pelo Texas para que apresentem a sua defesa até as 15hs da próxima Quinta-feira (leia-se, meio da tarde de amanhã).


O despacho diz: "Response to the motion for leave to file a bill of complaint and to the motion for a preliminary injunction and temporary restraining order or, alternatively, for stay and administrative stay requested, due Thursday, December 10, by 3 pm." ("Resposta ao pedido de liminar ou, alternativamente, suspensão administrativa até Quinta-feira, 10 de dezembro, 15hs").


Chama a atenção o trabalho de desinformação na imprensa brasileira, liderado pela Jovem Pan.


Em seus canais a Jovem Pan soltou a sua entusiasmada mensagem torcedora: "Joe Biden é o presidente eleito e deve tomar posse", após análise absurda e completamente equivocada e desinformada do repórter José Maria Trindade.


Mas a mais falsa informação partiu de Joel Pinheiro: "Trump perdeu as eleições. As alegações de fraude são falsas e rejeitadas. Donald Trump sofreu nova derrota na Suprema Corte dos EUA em tentativa de alegar fraude nas eleições presidenciais".


O veículo pro-Doria e pro-Biden refere-se, contudo, ao recurso apresentado por deputados republicanos da Pennsylvania contra decisão tomada pela Suprema Corte do Estado. Ao tentar levar a questão para a Suprema Corte do país, o recurso foi rejeitado por se tratar de argumento com base em legislação puramente estadual, sem questão constitucional relevante.


Esse indeferimento ocorreu antes da entrada na Suprema Corte dos EUA da ação movida pelo Estado do Texas contra os quatro estados-réus.


A ação, como relatamos, já foi recebida e aceita e está com prazo aberto para apresentação de defesa pelos estados-réus.


A Jovem Pan (por malícia ou por puro desconhecimento) omite essa informação. Seja num caso, seja noutro, pratica péssimo jornalismo ao induzir os ouvintes com notícia velha e desatualizada.


Veículos da imprensa mainstream de todo o mundo seguem em silêncio e omitindo do público a existência dessa ação judicial que pode mudar o resultado das eleições nos EUA.


A mídia nacional segue no mesmo caminho e, espantosamente, a soi-disant mídia independente brasileira.


A direita é ótima para gritar "fraude" no segundo seguinte à abertura das urnas, mas na hora de trabalhar no médio e longo prazo para apurar, com profundidade, os fatos e as situações, vê-se presa em alguma outra gritaria cuja relevância é sempre inferior, na escala de importância, ao fato em apuração.

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