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Supremo Tribunal Federal: O carrasco da população Brasileira

Por Walker Madureira


Cresci ouvindo dizer que o presidencialismo brasileiro era muito forte. Na prática, o que tenho visto é bem diferente disso. Para o bem ou para o mal, o nosso Executivo é extremamente frágil, mas o nosso Judiciário é praticamente um coletivo de reis absolutistas. Não há nenhum dispositivo de controle contra desmandos do STF. Se um ministro togado decide algo, não há nada que possa contê-lo. Se não existe lei que os ampare, eles inventam interpretações mirabolantes da Constituição ou simplesmente criam leis ad hoc com o pretexto de "fazer a civilização avançar" ou de "adequar o país aos princípios Iluministas".

Se o Alexandre de Moraes resolver que você tem que andar na rua vestido de palhaço e usando orelhas de burro, a única coisa que pode impedi-lo de te obrigar é a boa vontade de outro ministro do STF. Se ele convencer os colegas de turma, já era, pode tratar de colocar o nariz vermelho.

Essa é uma fragilidade muito grave da nossa democracia, que eu não faço ideia de como poderia ser sanada. Esperar que o nosso Legislativo tenha a capacidade de moderar o Judiciário também não é lá uma grande ideia, já que tradicionalmente os nossos legisladores só usam o cargo em benefício próprio. Resta, talvez, esperar por juízes de bom senso --, essa virtude cada vez mais rara.

Os antifas estão nas ruas para abafar conversa mais importante: a dos bandidos togados. Porque um arruaceiro quebra a vidraça, mas um juiz do Supremo quebra o país inteiro. Na escala dantesca, os juízes do Supremo são o pior tipo de gente: traidores de seus benfeitores. Afinal, é o povo que banca sua vida mansa, suas viagens, seus assessores, suas lagostas e os anéis de suas esposas. O povo que sustenta suas excelências e excelentíssimas vaidades. E é o povo que eles traem o tempo todo.


Neste momento, suas alminhas escutam as vozes de Judas, de Brutus, dos frios demônios do fundo do inferno.


E eles pedem sangue.