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TSE cria mais um partido de extrema-esquerda

Matéria publicada em 01/12/2020

Por Redação



A disputa eleitoral deste ano dragou a atenção de todos para questões energúmenas como "o PT perdeu", "a direita ganhou", "Bolsonaro 2022", "a esquerda ganhou" e outras frases de efeito.


Isso faz com que o analista perca vista das pequenas e verdadeiramente fundamentais vitórias que a esquerda ostenta no dia-a-dia.

Ninguém percebeu, mas este ano a urna eletrônica trouxe a possibilidade de votação em mais uma legenda que foi autorizada em 2019 pelo TSE, para já atuar nas eleições deste ano. Silenciosamente, eles estavam lá.

Integraram em SP a coligação que apoiou o carbonário e político luloboulista do Psol.

Trata-se do UP, número de urna 80.


Em silêncio, sem alarde e rindo pelas costas de toda a direita brasileira, o mais novo partido criado na calada de uma noite em 2016, contando hoje com pouco mais de 1000 filiados, figura entra as chapas de extrema-esquerda sob o nome Unidade Popular pelo Socialismo ou UP (Unidade Popular).


É uma filial do carbonário Unidad Popular do Chile, uma homenagem ao eugenista Salvador Allende.

O site do partido pode ser consultado aqui: http://unidadepopular.org.br/

O partido se centra em 25 pontos e ostenta o mais desabrido pendor para a tirania comunista:


  1. Controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de produção nos setores estratégicos da economia; planificação da economia para atender às necessidades da população e acabar com as desigualdades regionais e sociais;

  2. Nacionalização do sistema bancário e controle popular do sistema financeiro;

  3. Fim da espoliação imperialista sobre a economia nacional; estancamento da sangria de nossos recursos para o exterior, pondo fim às remessas de lucros, dividendos, pagamento de royalties e pagamentos da dívida externa; anulação dos acordos e dívidas do Estado com os capitalistas estrangeiros, que foram contraídos contra a soberania e os interesses dos trabalhadores; garantia de total independência econômica do Brasil frente aos países imperialistas, em particular ao imperialismo norte-americano; transferência do comércio exterior para os órgãos do Estado;

  4. Reestatização das estatais privatizadas; fim dos leilões do petróleo; Revisão das concessões dos portos, aeroportos e estradas brasileiras entregues as empresas privadas.

  5. Garantia de emprego e trabalho obrigatórios para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar; proibição do trabalho infantil;

  6. Reforma agrária popular; nacionalização da terra e fim do monopólio privado da terra;

  7. Anulação dos impostos extorsivos cobrados do povo; imposto sobre as grandes fortunas e progressivo. Quem ganha mais, paga mais;

  8. Estatização de todos os meios de transporte coletivo;

  9. Educação pública e gratuita para todos e em todos os níveis; fim do lucro na educação. Garantia de livre acesso do povo à universidade e/ou cursos técnicos profissionalizantes. Fim do vestibular ou qualquer processo seletivo;

  10. Democratização dos meios de comunicação, com a socialização de todos os grandes canais de televisão, jornais e rádios; garantia a todos os cidadãos de acesso aos meios de comunicação

  11. Ampla liberdade de expressão e organização para os trabalhadores e o povo; fim das doações de capitalistas para campanhas eleitorais

  12. Justiça: juízes e tribunais eleitos pelo povo

  13. Fim da discriminação das mulheres; direitos iguais; fim do racismo e da discriminação dos negros; firme combate à exploração sexual de mulheres e crianças; pela descriminalização e legalização do aborto; luta contra todas as manifestações de discriminação homofóbicas e lesbofóbicas; firme punição aos infratores

  14. Fim de qualquer discriminação religiosa, de raça ou sexo; plena garantia à liberdade religiosa

  15. Defesa e proteção do meio ambiente e da natureza; proibição da destruição de florestas; estabelecimento do controle popular sobre a Amazônia e expulsão de todos os monopólios estrangeiros da região

  16. Demarcação e posse imediata de todas as terras indígenas; garantia de escolas diferenciadas para os índios e incentivo e apoio às línguas indígenas; defesa da cultura e dos direitos dos povos indígena.

  17. Garantia de Saúde pública e gratuita para todos; Fim da exploração dos planos de saúde privados

  18. Defesa e incentivo à cultura nacional e popular; nacionalização de todas as companhias gravadoras de música e produtoras de filmes

  19. Jornada de trabalho: redução para seis horas para todos os trabalhadores e aumento geral dos salários

  20. Estabelecimento de lei garantindo o descanso em dias festivos, domingos e feriados para os trabalhadores, excetuando os setores essenciais

  21. Garantia de moradia digna, saneamento e coleta de lixo para todas as famílias brasileiras; destinar os imóveis abandonados para resolver o déficit habitacional; realização de uma profunda reforma urbana;

  22. Julgamento, prisão e confisco dos bens de todos os corruptos

  23. Apoio à luta de todos os povos e países pela libertação da dominação capitalista e da espoliação imperialista; defesa da soberania, independência e autodeterminação dos povos.

  24. Implantação imediata das recomendações do Conselho de Direitos Humanos da ONU referentes à desmilitarização da Polícia no Brasil; fim de qualquer repressão aos movimentos sociais;

  25. Investigação de todos os abusos e crimes cometidos pelos agentes da ditadura; todo apoio à luta pela Memória, Verdade e Justiça.

No cômputo geral do sistema partidário brasileiro, o UP é o 33o Partido regular registrado no TSE. Desses 33 partidos, 21 estão declaradamente na esquerda ou centro-esquerda (qual seja, mais da metade ou ao menos 60% do espectro partidário brasileiro está na esquerda): Avante, MDB, PCB, PCdoB, PCO, PDT, PMB, PMN, Cidadania, PROS, PSB, PSDB, Psol, PSTU, PT, PTB, PTC, PV, REDE, Solidariedade e UP.


Há quem queira discutir se o lugar do MDB, PMB, PTB e PTC é na esquerda ou no centro. Meu critério foi ler cada estatuto e notar as posturas em relação a políticas identitárias, abortistas e voltadas à liberdade econômica. Por esse critério, vão para a esquerda.

Dos demais 12 partidos, 10 ficam ao centro (todos tendo já colaborado com o governo PT no passado, espancando qualquer dúvida sobre essa matriz fisiológica de centro): DC, DEM, Patriota, PL, Podemos, Progressistas, Republicanos, PRTB, PSC e PSD.

Na chamada "centro-direita" há hoje apenas o PSL.


Isolado em uma espécie de "centro liberal", o Novo.

Com muito esforço a direita de hoje conta com legendas como o próprio PSL e casas conspurcadas como Republicanos, Patriotas, PTB, Podemos, Progressistas, PRTB e PSC.


Sendo realista, um candidato de direita não pode contar com ninguém. Quem foi candidato em 2020 com pautas conservadoras que venha a público contar a sua história.

De modo geral, nenhuma legenda conservadora.

Nunca o teatro das tesouras da esquerda foi tão amplo, radical, eficaz e profundo. Nenhum partido capturado nos assaltos do Mensalão e do Petrolão foram extintos. Nenhuma legenda integrante do Foro de SP em ostensiva violação da Lei dos Partidos foi sequer incomodada por isso.


O TSE, ao dar autorização para uma legenda de extrema-esquerda que defende pesadas violações sobre a propriedade privada, tais como "nacionalização de terras" e "nacionalização do sistema bancário" e negar pedidos para legendas de direita, sinaliza que quem defende a família não tem vez no Brasil.

O TSE está colaborado para a implementação de uma tirania comunista no Brasil.


E tudo isso sob o olhar sonolento do Presidente da República, que entre uma piscadinha para o Aliança e um flerte com o Progressistas, deixa a sua base de apoio literalmente sem teto, enquanto os soi disant "sem-teto" têm ao menos 21 opções de escolha.