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Vakinha Atolada



Ingredientes:


1 peça de costela bovina (1,5kg)

1 kg de mandioca crua – descascada e cortada em cubos

sal a gosto

2 colheres de sopa de vinagre

2 colheres de sopa de óleo

4 dentes de alho picados

1/2 pimenta dedo de moça picada e sem sementes (opcional)

1 cebola média picada

1 colher de chá de colorífico

1/2 pimentão picado

1 tomate picado

2 colheres de sopa de molho de tomate

água quente (o suficiente para cobrir a carne)

cheiro verde a gosto

Preparo:

Antes de começar, corte a costela em cubos;

Em seguida tempere com sal, pimenta do reino e vinagre;

Misture bem e deixe descansar por 30 minutos;

Em uma panela de pressão, aqueça o óleo e refogue o alho;

Em seguida adicione a pimenta, a cebola e refogue;

Depois adicione a costela e deixe fritar até selar (cerca de 15 minutos)

Acrescente o pimentão, o colorífico e misture bem;

Adicione o tomate picado, o molho de tomate e a água quente;

Tampe a panela de pressão e deixe cozinhar por 40 minutos, após pegar pressão;

Desligue o fogo e aguarde a pressão sair sozinha antes de abrir a panela;

Em seguida adicione a mandioca, leve ao fogo médio, misture bem e tampe a panela de pressão;

Deixe cozinhar por mais 10 minutinhos, após pegar pressão;

Desligue o fogo e aguarde a pressão sair sozinha;

Abra a panela, adicione o cheiro verde picado e misture bem;

Sirva em seguida.



Histórico:

A Vaca atolada é um prato típico da comida caipira a base de carne bovina. Tem como principais ingredientes a costela bovina e a mandioca, que também é conhecida como macaxeira ou aipim. É considerado um prato típico da culinária mineira.

É muito popular em vários estados brasileiros, como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba e também no Piauí, onde é chamado de cozidão ou costela com verduras (geralmente é feito somente com carne e com a raiz da mandioca, mas também com abóbora, batata doce, batata ou cenoura).

No Rio Grande do Sul é feito com carne bovina, aipim, alho, cebola, tomate e alguns acrescentam pimentão ou pimenta.


Tropeiros do Vale do Paraíba carregavam no embornal carne mergulhada na gordura, o que garantia alimento por um bom tempo, sem deteriorar.


Ao longo das trilhas colhiam mandioca, assim podendo misturá-las e cozinhar junto com as carnes, uma comida forte e boa para dias mais frios da serra.


Ao se dirigirem à Minas Gerais, transpondo a Serra da Mantiqueira por terrenos íngremes, frios, irregulares, úmidos e principalmente nos períodos de chuva, o que tornava o solo alagadiço, o gado encalhava e não prosseguia.


Havia então o momento de remanejamento dos animais, o descanso da tropa e sua alimentação. Assim sendo, foi batizado esse alimento como Vaca Atolada.


No entanto, a receita de Vaca Atolada é tradicionalmente feita com costelas de boi, uma carne que não era aproveitada para compor a comida dos viajantes, e nem servia para fazer o charque ou carne seca.


Era uma comida preparada após o abate do gado, cozinhando as costelas e sua gordura com pedaços de aipim e cebolas.

Quem eram os tropeiros


No Brasil Colonial, principalmente nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros tinham uma grande importância econômica. Estes condutores de mulas eram também comerciantes.

Os tropeiros faziam o comércio de animais (mulas e cavalos) entre as regiões sul e sudeste. Comercializavam também alimentos, principalmente o charque (carne seca) do sul para o sudeste.

Como a região das minas estava, no século XVIII, muito voltada para a extração de ouro, a produção destes alimentos era muito baixa.


Para suprir estas necessidades, os tropeiros vendiam estes alimentos na região. Também em suas andanças abriam estradas criando muitos entrepostos e feiras comerciais que deram origem a pequenas vilas e, futuramente, às cidades.


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