• Tuka

Vivemos num mundo doente.


Com o decorrer dos anos, percebe-se que muitos se deixam levar pelas suas carências, descontando em outros a sua própria frustração.

Tendo em vista a correria a qual vivemos, é natural que mais e mais pessoas apareçam com um sentimentalismo aflorado e superficial, a ponto de fazer de desconhecidos os seus amigos de infância.

Quando olhamos para a nossa história pessoal, com toda a certeza encontraremos situações que nos machucaram, pessoas que nos decepcionaram, relacionamentos diversos que não deram certo pela nossa imaturidade, ou por outros motivos.

Constatar que estamos de fato num mundo doente, é em primeira análise nos reconhecer como doentes, não no corpo, mas na alma!

Sentimos um imenso vazio, como se algo nos faltasse para que nos sintamos completos, para assim vivermos de modo mais maduro.

A coisa está de tal maneira que um simples "oi" respondido por gentileza, toma um significado de que a pessoa está interessada na outra.

Tudo isso tem origem em uma pequena expressão: Dependência afetiva e emocional.

Quando sentimos que não podemos fazer nada sem a aprovação do outro, que não seremos completos sem aquela pessoa, ou mesmo quando temos situações onde até para comer se depende de alguém, aqui temos indícios de uma dependência que pode gerar consequências desastrosas.

O ser humano é um ser social, isto é, um ser que vive com outros para estabelecerem em si vínculos de amizade, profissional, familiar, dentre outros.

Quando alguma dessas áreas está em desequilibrio, gera consequências no comportamento humano a tal ponto de não se estabelecer relações saudáveis, mesmo que as mais simples como a amizade.

Ao olharmos uma pessoa que tem dependência afetiva e prestarmos atenção em alguns sinais deixados por ela, chegaremos a conclusão de que em seu início de vida, em algum momento da infância ou adolescência, ela não teve uma base afetiva bem formada.

Uma criança que foi muito bajulada na sua infância tende a ser uma pessoa que precise sempre da aprovação dos outros. Precisa que os outros a notem para satisfazer o seu interior, seja por coisas boas como um bom desempenho escolar, ou ruins como a ganância por poder.

Isso tudo está ligado diretamente à forma com a qual os pais foram formados, e formaram seus filhos. Se você que está lendo não pode receber nenhuma mensagem de afeto que já se imagina no altar com a outra pessoa, está na hora de crescer.

Mesmo que seus pais não tenham sido boas referências para ti, e por vezes você não recebeu o colo que precisava, o carinho que queria, o abraço merecido, o elogio por alguma conquista, ainda sim você pode e deve buscar romper com tudo isso.

Se você se sente dependente de um ex, de um familiar, de qualquer outra pessoa, saiba que isso está consumindo a sua alma aos poucos sem que você perceba.

Estabeleça limites e pare de mendigar amor em todas as suas relações. Coloque na sua cabeça de uma vez por todas que nem todo mundo é obrigado a satisfazer suas vontades infantis, e que não dá para voltar ao passado.

Seu (sua) amigo(a), namorado(a), esposo(a) não ocupará o lugar de seus pais, tão pouco o lugar que pertence a Deus.

Quando se está doente, a primeira coisa que se faz é negar a doença, porém, quanto mais se nega, mais se distancia da cura.

Não queira que as pessoas te amem, Queira que Deus te ame.

Entenda que você é especial pelo que você é e não pelo que as pessoas pensam de você.

Muitas vezes, nem mesmo seus pais vão te apoiar nas suas decisões, mas entenda que a vida é sua, não deles, não de seus relacionamentos anteriores.

Você vai colher os frutos de suas decisões sejam elas positivas ou não, por isso pare de colocar nos outros a culpa das suas feridas e de você ser assim mimado(a).

A partir do momento que você romper com relacionamentos que te aprisionam, perdoar quem precisa do seu perdão, você viverá mais livre. Não é fácil crescer, mas se isso te serve de consolo, o caminho se faz caminhando.

Ninguém viverá por você os frutos de suas escolhas.